Adufg participa de Marcha pela Democracia em Goiânia

O último domingo (11/10) foi marcado por atos em todo o Brasil em defesa da democracia e do voto consciente no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo dia 25. Em Goiânia, a manifestação se concentrou na Praça Universitária e reuniu diversas entidades estudantis, políticas e sindicais.
A Praça Universitária leva o nome do líder estudantil goiano Honestino Guimarães, que se tornou símbolo da luta pela democracia no Brasil durante o regime militar. Honestino foi sequestrado e preso em 1973, aos 26 anos, e entrou para a lista de desaparecidos políticos da ditadura.
Organizado pelo Fórum Goiano pela Democracia, o ato contou com a participação da presidenta do Adufg-Sindicato, professora Geovana Reis; do 1º vice-presidente, professor Humberto Ruggeri; e do diretor financeiro, professor Flávio Silva. Além dos representantes da diretoria, diversos professores e professoras se juntaram às mais de 50 mil pessoas presentes para defender o fim da escala 6x1, a manutenção da democracia e o voto consciente.
Durante sua fala no ato, a professora Geovana Reis relembrou o início de sua trajetória como estudante e militante, ainda no movimento Caras-Pintadas, e deixou uma mensagem de incentivo aos jovens e às futuras gerações que dão continuidade à luta nos dias de hoje.
“Eu ajudei a construir a democracia nesse país e, junto com cada um e cada uma, nós não vamos deixar a ditadura voltar. O Brasil é nosso. A democracia é nossa. A universidade pública é nossa e nós não vamos nos calar”, declarou.
O diretor financeiro do Adufg-Sindicato, professor Flávio Silva, também destacou a importância da mobilização popular para a defesa da democracia e dos direitos sociais. "É fundamental que a sociedade permaneça mobilizada para preservar as conquistas democráticas e garantir um futuro com mais justiça social", declarou.
O ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), professor Edward Madureira, também usou sua fala no ato para defender as instituições públicas de ensino e a manutenção da qualidade da educação pública no país.
“Nós falamos sobre o risco de perder tudo isso porque já o anunciaram. Tirar todos os direitos, mudar o regime de contrato dos professores. Isso vai comprometer o futuro da sociedade. Nós temos que falar das perdas que a nossa sociedade vai ter. Então, estou aqui para falar pelas universidades públicas brasileiras e pelos institutos federais, que são a principal forma de a gente mudar a realidade no país, com os campi e os institutos espalhados pelo Brasil”, disse.