Terça Cultural reúne exposição de artista goiana e apresentação musical

Na última semana, o Adufg-Sindicato realizou mais uma edição do projeto Terça Cultural. A programação marcou o início das atividades culturais da entidade no segundo semestre e reuniu a vernissage da exposição “A Prisão do Tempo”, da artista Maria Eduarda Corrêa de Souza, e uma apresentação musical do maestro Dário Santos, do Instituto de Educação em Artes Gustav Ritter.
Representando a diretoria do Adufg-Sindicato, a presidenta, professora Geovana Reis, destacou as novidades da programação. “É um prazer dar início a mais um semestre de Terças Culturais com duas novidades: nós não só abrimos espaço para que uma artista mais jovem expusesse suas obras, como também tivemos a apresentação musical realizada no Foyer para abrilhantar ainda mais as pinturas à mostra”, afirmou.
Arte e tempo
Aos 22 anos, Maria Eduarda, estudante de Química da Universidade Federal de Goiás (UFG), realizou sua primeira exposição solo com “A Prisão do Tempo”. A obra nasceu de uma reflexão sobre o desejo de aprender cada vez mais e sobre os limites impostos pelo tempo, tendo como referência a expectativa de vida de 80 anos.
“Fiquei um pouco triste, porque não dava pra aprender tudo, mas em algum momento eu entendi que, nesses 80 anos, ainda é possível fazer muita coisa”, explicou a artista.
Com cores vibrantes, figuras predominantemente humanas e expressões marcantes, as pinturas representam diferentes versões da própria artista, relacionadas a pensamentos, sentimentos e experiências vividas ao longo do tempo.
“Da mesma forma, sei que todos aqui talvez não sejam as mesmas pessoas que eram em um momento no passado, mas nós carregamos quem somos. É isso que a ‘prisão do tempo’ significa: carregar quem nós fomos, somos, e uma pequena semente de quem seremos no futuro”, afirmou Maria Eduarda.
Música e sentimento
O maestro Dário Santos, professor do Instituto Gustav Ritter, também participou da programação. Embora já tenha se apresentado em outras ocasiões no Adufg-Sindicato, ele destacou a importância de contribuir novamente com as atividades culturais da entidade.
“Vivemos em um mundo tão rápido, tão difícil e tão duro, e creio que programações como essa podem ajudar as pessoas a se sensibilizarem um pouco mais para a arte”, disse.
O repertório apresentado percorreu clássicos da música nacional e internacional, além de trilhas sonoras de filmes e produções de televisão. Para Dário, a combinação entre música e artes visuais proporcionou uma experiência de sensibilização e reflexão aos participantes.
“A música tem um potencial extraordinário de tocar no coração e na alma das pessoas, penetrando em locais que nenhuma outra matéria seria capaz. Juntando a música com a reflexão das pinturas expostas, todos nós tivemos uma verdadeira imersão nas artes e caminhamos rumo a nos tornarmos um pouco mais cultos, assim espero”, afirmou.
A programação integra a agenda cultural do Adufg-Sindicato, que busca ampliar o acesso da comunidade acadêmica e do público à produção artística em diferentes linguagens.