Adufg participa do 32º Grito dos(as) Excluídos(as)

A Diretoria do Adufg-Sindicato participou, na última segunda-feira (07/09), feriado da Independência do Brasil, da 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, em Goiânia. Realizada anualmente em diversas cidades brasileiras, a mobilização deste ano teve como tema “A vida em primeiro lugar” e reuniu movimentos sociais, sindicatos, pastorais e outras organizações em defesa dos direitos das populações em situação de exclusão e vulnerabilidade.
A edição de 2026 adotou como lema “Na defesa da terra, da paz e da moradia. Erguemos a voz: mulheres vivas e soberania”. A mobilização também destacou a defesa das mulheres vítimas de violência e da democracia. A organização do movimento reúne diversas entidades e organizações sociais, entre elas a Pastoral Carcerária e a Pastoral da Terra.
Na ocasião, a presidenta do Adufg-Sindicato, professora Geovana Reis reafirmou o compromisso da entidade sindical com a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária. “Há mais de 30 anos, o movimento sindical, o movimento social, as comunidades de base se reúnem no 7 de setembro para gritar em defesa daqueles e daquelas que não têm voz na sociedade, que são excluídos de todos os seus direitos. E esse ano a gente está aqui novamente, e também na luta do cotidiano, para somar a voz, para gritar junto com tantas comunidades que são excluídas de seus direitos. Portanto, viva o Grito dos Excluídos e das Excluídas”, declarou.
Representando a Arquidiocese de Goiânia, o padre Jandir Antônio Haas, pároco da Paróquia Divino Espírito Santo, destacou a participação da Igreja e das pastorais no movimento e a importância da união com os movimentos sociais na defesa das populações que têm seus direitos violados. Segundo ele, as pautas do Grito dos Excluídos estão cada vez mais presentes na sociedade e também foram abordadas na Campanha da Fraternidade deste ano.
O sacerdote chamou atenção ainda para o déficit habitacional e para a violência contra as mulheres. “Também queremos pedir pela soberania e trazer de forma mais contundente um eco feminino diante da realidade brutal e revoltante que se expressa no aumento do feminicídio. Mais de 1.500 mulheres foram assassinadas em 2025 no país. A cada seis horas, uma mulher é assassinada no Brasil. Esta deve ser uma luta não só das mulheres, mas também de todos os homens para terminar com esta tragédia”, afirmou.
Durante a abertura do ato, na Catedral Metropolitana de Goiânia, os manifestantes foram convidados a colocar sapatos na escadaria central da igreja, em uma mística que simbolizou as mulheres vítimas de feminicídio. Na sequência, organizações lideradas por mulheres fizeram as primeiras falas, apresentando as pautas e reivindicações dos movimentos e entidades participantes.
Após a concentração e a abertura na Catedral Metropolitana de Goiânia, os participantes seguiram em mobilização até a Praça Universitária, onde o ato foi encerrado.
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